sexta-feira, 25 de maio de 2012
Clássico oitentista
Faz tempo - naquela época John McClane ainda tinha cabelo.
Imagem tirada do site: www.dailycool.net.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Mães são de Marte, filhos são da Terra

Desde a aurora humana aqueles que têm o dom das artes e das ciências buscam entender e explicar o que é o amor. E entre todas as suas manifestações, uma das mais belas e comoventes, e em muitos casos unilateral, é o amor da mãe pelo filho. O sentimento entre mãe e filho se aproxima do conceito grego de ágape, que é o amor incondicional, divino, que só se completa quando vontade, pensamento e sacrifício se encontram.
É, em essência, sobre esse sentimento que se trata a animação dos estúdios Disney Marte precisa de mães. Baseado no livro de Berkeley Breathed, o filme conta a história do garoto Milo que, ao ver sua mãe sendo raptada por alienígenas, acaba entrando na nave e viajando até Marte. Chegando ao planeta vermelho ele faz amizade com uma marciana e com um astronauta que parece ter perdido o juízo e vai empreender a jornada mais incrível da sua vida.
O título do filme define o motivo pelo qual a mãe de Milo é raptada. Na sociedade marciana homens e mulheres vivem separados. Enquanto as mulheres vivem em ambiente de alta tecnologia comandando o planeta, os homens vivem no submundo, em meio ao caos e ao lixo. Como as mulheres marcianas não podem, ou não conseguem cuidar de seus filhos, elas raptam mães humanas e sugam suas habilidades transferindo-as à babás robóticas. Parece meio confuso, mas a história flui com naturalidade.
A animação, que foi realizada pelo processo de captura de movimento e contou com a colaboração de Robert Zemeckis, responsável por filmes como Forrest Gump e a trilogia De volta para o futuro, foi um absoluto fracasso de público e recebeu muitas críticas negativas. Algo injusto em minha opinião. O filme tem boas cenas de ação, personagens atraentes e reflete, ainda que superficialmente, sobre o feminismo e o papel da família tradicional no desenvolvimento da sociedade enquanto instituição.
Não menos atraente é o fato de uma animação infantil abordar um dos conceitos mais difíceis da física: o buraco de minhoca. Pode ser que ao final do filme o expectador continue sem entender nada sobre o buraco de minhoca, mais sobre o amor com certeza aprenderá alguma coisa.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Uma viagem que vale a pena

Viagens e deslocamentos temporais são assuntos que fascinam milhões de pessoas em todo o mundo. Os roteiristas e diretores de cinema fazem parte dessa parcela da população. Prova disso é que volta e meia surge um filme bacana que aborda esta temática de maneira, senão séria, ao menos muito divertida.
É o caso da série De volta para o Futuro, que mostra as idas e vindas do jovem Marty Mcfly pelo tempo, da comédia Feitiço do Tempo,
A ficção cientifica Contra o Tempo é o mais novo exemplar dessa categoria e, embora se identifique em partes com essas três produções, é na sensibilidade e sofisticação de Em algum lugar do passado que o filme parece se inspirar com mais profundidade.
A trama gira em torno do Código Fonte, um projeto secreto do governo americano que permite a um capitão da aeronáutica assumir durante oito minutos a identidade de um passageiro comum que está num trem que explodirá. Uma vez no trem o oficial precisa descobrir quem é o terrorista e impedir que outros ataques aconteçam.
É na recorrência das ações que a história acontece, pois como na primeira incursão o militar não descobre quem é o vilão, ele precisa voltar diversas vezes, repetindo de novo e de novo os oito minutos de vida que terá até o trem explodir.
Deixando de lado a física quântica e as teorias de realidades alternativas, que por sorte consomem pouco tempo da história, o que torna o filme interessante é fixar o foco narrativo não nas viagens temporais, e sim na pessoa do Capitão Colter Stevens, que ao mesmo tempo em que tem a missão de salvar a vida de centenas de pessoas, ainda precisa encarar seus fantasmas e medos particulares e, como um verdadeiro soldado, sacrificar-se pelo que é certo.
Jake Gyllenhaal interpreta com habilidade o papel do militar patriota com cara de gente comum e o elenco de apoio também não deixa a desejar. Com uma atuação discreta Michelle Monaghan convence como o par romântico do galã e Vera Farmiga, como a oficial rígida, mas de coração mole, está ótima.
Com um final aberto que, se não explica, também não confude, Contra o Tempo vale cada segundo.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
O cinema consoante de Woody Allen
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
O fim. Será?
A grande contribuição da série de terror Sexta-Feira 13 para o cinema talvez seja o fato de que, em hipótese alguma, é possível considerar o fim absoluto de uma saga.Não importa se o personagem principal é decapitado, queimado, afogado, triturado, picotado e que suas partes sejam espalhadas ao redor do globo. Graças à necessidade de ganhar mais alguns trocados apostando naquilo que já está consagrado no imaginário popular, os produtores literalmente desenterram seus heróis/vilões para mais uma continuação.
Por isso, se eu tivesse que apostar que o sétimo filme da franquia Jogos Mortais que no Brasil recebeu o complemento O final é, de fato, o último filme da saga, com certeza as fichas permaneceriam no meu bolso.
Se realmente for o último capítulo, ao menos será um fim digno para a história de Jigsaw, o psicopata que através das suas armadilhas sangrentas tem o objetivo nobre(?) de ensinar as pessoas a aproveitar suas vidas de forma mais consciente.
A versão em 3D do filme, infelizmente, não contribui em nada para tornar mais assustadora a produção. As raras aparições de Tobin Bell, o Jigsaw, são compensadas por um roteiro que, sem muitas invencionices, responde as dúvidas surgidas ao longo da saga e, remetendo diretamente ao primeiro filme, revela a grande obra-prima do psicopata.
Um detalhe curioso é a participação de Chester Bennington, vocalista da banda Linkin Park, na armadilha do carro. Se ele consegue ou não superar a armadilha, só vendo o filme para saber.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Ação e bom humor
Esquadrão Classe A, a série, é uma parte viva das minhas recordações de garoto. Não somente pelo moicano de Mr. T que me fascinava tanto na época, mas por ser uma série que misturava perseguições, tiros, trapaças, maluquices e muito bom humor.Confesso que quando vi a primeira foto de divulgação do filme com Liam Nessom como o coronel Hannibal Smith, a decepção foi grande. Não conseguia imaginar o "Schindler" liderando os mais famosos soldados da fortura que a televisão já produziu. Mas por sorte eu estava errado.
Esquadrão Classe A, o filme, é de longe o melhor e mais impróvavel filme de ação do ano. Se a ação, marca registrada da série, está presente em cenas como a destruição do navio e a queda livre do tanque de guerra, o bom humor e o charme dos personagens dos anos oitenta também dão as caras na produção.
Só faltou um pouco mais de cenas com a van preta para que a versão 2010 dos caçadores de recompensa ficasse melhor que à da minha lembrança
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Teoria x Prática

Baseado no livro homônimo, best-seller em todo o mundo, o filme conta a história da jornalista Liz Gilbert que, cansada de uma vida confortavelmente estável, porém totalmente desprovida de qualquer paixão, decide passar um ano viajando pelo mundo e explorando em todos os sentidos as possibilidades que os três verbos do título permitem.
Em teoria a idéia de Gilbert faz sentido. Afinal de contas, deliciando-se com os prazeres da boa mesa na Itália, se dedicando a fé numa comunidade religiosa na Índia e buscando entender o amor com um xamã na Indonésia como é possível não mudar?
Mas na prática não é bem assim. É só há muito custo, e com muito sofrimento, que a jornalista vai perceber que a felicidade é o caminho e não a chegada e que o amor é muito mais prosa do que poesia.
Alguns movimentos de câmera inusitados e coadjuvantes bacanas fazem deste romance com pitadas de auto-ajuda um filme atraente que fica ainda melhor cada vez que Julia aparece em cena.
Julia Roberts mais radiante do que de costume e muito mais feia e desleixada, faz de Liz uma personagem egoísta e ensimesmada que aos poucos vai percebendo que há vida muito além do seu umbigo e que só é possível perdoar quem amamos se, antes de mais nada, perdoamos a nós mesmos.
