quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O fim. Será?

A grande contribuição da série de terror Sexta-Feira 13 para o cinema talvez seja o fato de que, em hipótese alguma, é possível considerar o fim absoluto de uma saga.

Não importa se o personagem principal é decapitado, queimado, afogado, triturado, picotado e que suas partes sejam espalhadas ao redor do globo. Graças à necessidade de ganhar mais alguns trocados apostando naquilo que já está consagrado no imaginário popular, os produtores literalmente desenterram seus heróis/vilões para mais uma continuação.

Por isso, se eu tivesse que apostar que o sétimo filme da franquia Jogos Mortais que no Brasil recebeu o complemento O final é, de fato, o último filme da saga, com certeza as fichas permaneceriam no meu bolso.

Se realmente for o último capítulo, ao menos será um fim digno para a história de Jigsaw, o psicopata que através das suas armadilhas sangrentas tem o objetivo nobre(?) de ensinar as pessoas a aproveitar suas vidas de forma mais consciente.

A versão em 3D do filme, infelizmente, não contribui em nada para tornar mais assustadora a produção. As raras aparições de Tobin Bell, o Jigsaw, são compensadas por um roteiro que, sem muitas invencionices, responde as dúvidas surgidas ao longo da saga e, remetendo diretamente ao primeiro filme, revela a grande obra-prima do psicopata.

Um detalhe curioso é a participação de Chester Bennington, vocalista da banda Linkin Park, na armadilha do carro. Se ele consegue ou não superar a armadilha, só vendo o filme para saber.

Um comentário:

Evandro Duarte disse...

Daqui uma década ou duas, começam as refilmagens, inevitavelmente.
Minha torcida é que isso não aconteça com Casablanca.