quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ação e bom humor

Esquadrão Classe A, a série, é uma parte viva das minhas recordações de garoto. Não somente pelo moicano de Mr. T que me fascinava tanto na época, mas por ser uma série que misturava perseguições, tiros, trapaças, maluquices e muito bom humor.

Confesso que quando vi a primeira foto de divulgação do filme com Liam Nessom como o coronel Hannibal Smith, a decepção foi grande. Não conseguia imaginar o "Schindler" liderando os mais famosos soldados da fortura que a televisão já produziu. Mas por sorte eu estava errado.

Esquadrão Classe A, o filme, é de longe o melhor e mais impróvavel filme de ação do ano. Se a ação, marca registrada da série, está presente em cenas como a destruição do navio e a queda livre do tanque de guerra, o bom humor e o charme dos personagens dos anos oitenta também dão as caras na produção.

Só faltou um pouco mais de cenas com a van preta para que a versão 2010 dos caçadores de recompensa ficasse melhor que à da minha lembrança

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Teoria x Prática


Se há algo semelhante à uma mensagem em Comer, Rezar, Amar é a de que mesmo a mais egoísta das pessoas pode se redimir e encontrar a felicidade.

Baseado no livro homônimo, best-seller em todo o mundo, o filme conta a história da jornalista Liz Gilbert que, cansada de uma vida confortavelmente estável, porém totalmente desprovida de qualquer paixão, decide passar um ano viajando pelo mundo e explorando em todos os sentidos as possibilidades que os três verbos do título permitem.

Em teoria a idéia de Gilbert faz sentido. Afinal de contas, deliciando-se com os prazeres da boa mesa na Itália, se dedicando a fé numa comunidade religiosa na Índia e buscando entender o amor com um xamã na Indonésia como é possível não mudar?

Mas na prática não é bem assim. É só há muito custo, e com muito sofrimento, que a jornalista vai perceber que a felicidade é o caminho e não a chegada e que o amor é muito mais prosa do que poesia.

Alguns movimentos de câmera inusitados e coadjuvantes bacanas fazem deste romance com pitadas de auto-ajuda um filme atraente que fica ainda melhor cada vez que Julia aparece em cena.

Julia Roberts mais radiante do que de costume e muito mais feia e desleixada, faz de Liz uma personagem egoísta e ensimesmada que aos poucos vai percebendo que há vida muito além do seu umbigo e que só é possível perdoar quem amamos se, antes de mais nada, perdoamos a nós mesmos.

Antes tarde do que nunca

Depois de mais de um ano de ausência volto a escrever neste espaço virtual.

Devo este retorno aos pedidos dos meus três principais (e talvez únicos) leitores, sendo, é claro, eu um deles.

De qualquer forma, novas postagens vem aí. Nem que demore mais de um ano de novo.